quinta-feira, 3 de abril de 2014

ALVORECER DA ERA CRISTÃ

           



          As primeiras tribulações aos ideais da boa nova do Cristo foram encabeçadas pela autoridade política na representação de Herodes, governador da Judéia, que após receber a visita dos astrólogos que estavam na busca de localizar a região onde o menino Jesus havia nascido (Mateus 2. 1-8). E Herodes temendo o seu futuro político, baixou um decreto e autorizou a mortandade de todas as crianças do sexo masculino com até dois anos de idade (Mateus 2. 16).


          Quando Jesus completou 30 anos começou a sofrer perseguições motivadas pelos príncipes e os políticos da época. Os doutores religiosos, os príncipes do povo, os maiorais da sociedade que comandavam a elite social sentiram-se abalados em sua estrutura íntima pela moral que Jesus propagava e vivenciava diante das multidões.
         Lideranças sociais comandadas por Caifás, o sumo sacerdote (vide Mateus 26. 57 a 68), resolveram então promover aflições aos ideais de Jesus, e essas perseguições foram intensas que culminou no desfecho da condenação e crucificação de Jesus, no Gólgota.

          Conforme os Evangelhos: Jesus foi condenado à morte na cruz por acusação dos sacerdotes, dos príncipes e anciões do povo, que formavam um Conselho no Tribunal de Justiça, e que arquitetaram falsos testemunhos para a sua condenação (Mateus 26. 57 - 66). 
          E, também com anuência do poder político de competência do Império Romano no governo de Pilatos, autoridade máxima de César na Judeia, que simplesmente lavou as mãos diante das exigências impostas pelos Sacerdotes e Príncipes do povo, influenciando assim a massa popular que aplaudiu o ato condenatório, entregando Jesus aos soldados romanos a fim de executar a sua crucificação. Naquela época era fato normal o Império Romano condenar pessoas à morte por divergências políticas e religiosas (Mateus 27. 11 - 31). 

           Três cruzes se erguem no alto do monte, naquela sexta feira do ano 33 em que se consumou a ação da condenação de Jesus. Quem contemplasse a imagem do crucificado apenas pela visão carnal, abandonado pelos seus seguidores e amigos mais íntimos, e desprezado pelas lideranças que executavam a justiça social: “ Fariseus, Saduceus, Publicanos”; e também ignorado pelas autoridades políticas que simplesmente lavaram as mãos para um ato considerado humilhante, naquela época – a crucificação de Jesus como um malfeitor rebelde. Alguém certamente diria: “ali jaz um carpinteiro visionário derrotado".
            Porém, àqueles que tem olhos para ver e ouvidos para entender além dos sentidos puramente materiais, saberiam que no martírio de Jesus fora descortinado um luz imorredoura  para todos os séculos da vida terrestre,
         e que no plano oculto do invisível essa luz iria trabalhar ativamente iluminando a escuridão mental na qual vagavam as consciências humanas por longos séculos erradicando o paganismo bárbaro.

          Depois da morte física de Jesus as perseguições continuaram sendo destinadas aos Apóstolos,

         com a finalidade de desestruturar os seguidores do Mestre, e tudo isso instituído pelas autoridades civis e religiosas, onde o jovem Saulo foi um carrasco cruel até a sua conversão às portas da cidade de Damasco - Síria,
        quando em visão espiritual que é um fenômeno mediúnico de clarividência arrebatadora, vislumbra em êxtase,  o espírito de Jesus ressuscitado (Atos 9. 1 – 18).

           A partir dos anos 40 da era cristã (século 1), a boa nova tem um novo seguidor Saulo transformado em Paulo, que se imortalizou como o Apóstolo dos povos pagãos, e que juntamente com Lucas, um jovem médico de origem grega, divulgam o Evangelho em várias regiões da jurisdição do Império Romano, inclusive na própria Roma.


          Depois dos anos 50 (século 1), em Antióquia é que os seguidores de Jesus foram realmente chamados de: “cristãos” (Atos 11. 26), por sugestão de Lucas, nascendo assim o termo cristianismo, antes eram designados como os “fiéis do caminho” (vide Atos dos Apóstolos 19. 9 e  Atos 9. 2)
Voz Clama
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Voz do espírito




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