quarta-feira, 28 de maio de 2014

TENTAÇÃO





         Descreve o Evangelho: depois que Jesus foi batizado às margens do Jordão se dirigiu ao deserto.

      Jesus movido pelo Espírito ao deserto (Mateus 4. 1 a 11), de onde se trasladou em espírito para as regiões etéreas do orbe terráqueo e conferencia com a legião de Espíritos que imperavam nesse astral obstinados no mal e discutindo as ações e reflexos de suas inclinações de mau caráter, e tentando com o chamado do bem conscientizá-los para o programa de Deus que rege a criação em todo Universo, vide (I Pedro 3. 18-20). É bem o diálogo entre: a luz que consome as trevas e liberta os oprimidos pelas coisas nocivas; a vida que vence a morte; o amor que santifica o ódio, e a virtude que renova os viciosos no fluxo do bem.    
      Três pontos fundamentais no desdobramento da tentação são revelações de elevado teor moral: a fome; o orgulho; e egoísmo.

      A fome, miséria social que avassala os povos sempre foi um dos piores males da humanidade. Quantas sociedades na história humana para manterem seus celeiros de alimentação sempre abastados arrasavam civilizações e escravizavam os mais fracos como se fossem animais de cargas. Quantos homens atiram-se desprevenidos somente à cata de mantimentos que lhes faculta a economia farta às vezes até sacrificando o bem de outras pessoas, e quando ocorre o revés na balança dos acontecimentos amaldiçoam o tempo. 

        Clarificando essa tentação Jesus ensina: "nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus". A palavra de Deus, quer dizer: a criatura também se alimentar das leis divinas que regem a Vida espiritual - "o amor divino é um poderoso alimento para o corpo, a alma e coração". E quem se alimenta da vitamina celeste da fé, do amor, da esperança, e da justiça supera os males que afetam o corpo e a mente.

      A tentação do orgulho e vaidade geralmente conduz as pessoas a uma falsa superioridade diante da sociedade, essas criaturas firmam os seus interesses somente na projeção das grandes alturas do personalismo, das paixões, e esquecem-se de abençoar o chão que pisa e que um dia guardará seus restos orgânicos; adoram ser reverenciados, homenageados, ser cultuados, idolatrados e chegam ao cunho de se acharem superiores às demais pessoas. Orientando essa tentação o Mestre elucida: "não tentarás o Senhor teu Deus".

       A humildade são asas libertadoras que elevam a consciência diante da vida superior, na criação universal.

      A tentação do egoísmo e ambição do poder
ela tem profunda relação com o orgulho, geralmente arrasta o ser na busca incessante do poder sobre as massas, de posse de riquezas transitórias, um mundo de coisas a seus pés, do palco da fama, de glórias que a traça e a ferrugem corroem. A criatura olvida a finalidade Divina da Vida e passa a enxergar somente seus interesses próprios, como se o mundo fosse criado exclusivamente para si. E para conseguir seu intento a criatura chega a tentar subverter a ordem do bem geral, às vezes enveredando no charco da corrupção moral, e outras sucumbindo no abismo da criminalidade. Contra essa tentação o Mestre adverte: retira-te satanás! Porque somente a Deus servirás. O propósito de Deus na criação universal: é o bem para todos os seres inteligentes independente de pátria, partido político, raça, cor, status social, religião...

      E servir a Deus em Espírito, quer dizer: a criatura agir com a consciência tranquila no bem geral diante da humanidade (Mateus 5. 16).

C É U S  
                          Abrahão Ribeiro                           

                                   Voz Q Clama
Intensivo Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E
    Voz do Espírito






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