
Deus é a suprema e soberana inteligência do Universo. É limitada a inteligência do homem, pois que não pode fazer nem compreender tudo o que existe. A de Deus, abrangendo o infinito, tem que ser infinita. Se admitíssemos limitada num ponto qualquer, poderíamos conceber outro Ser mais inteligente, capaz de compreender e fazer o que o primeiro não faria e assim por diante, até o infinito.
A ignorância do principio de que são infinitas as perfeições de Deus foi que gerou o politeísmo, culto dotado por todos os povos primitivos, que davam o atributo de divindade a todo poder que lhes parecia acima dos poderes inerentes à humanidade. Com o tempo, a razão os levou a reunir essas diversas potências numa só.

Embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, poderemos formar idéia de algumas de suas perfeições, que estão acima da razão humana.
Deus é único: A unicidade de Deus é conseqüência do fato de serem infinitas as suas perfeições, pois se muitas potências criadoras existissem, não haveria unidade de poder na criação e ordenação do Universo.
Deus é eterno: Se tivesse tido princípio teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado por um ser anterior. É assim que de degrau em degrau remontamos ao infinito e à eternidade.
Deus é imutável: Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam.
Deus é imaterial: Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria, ou seja, conforme a palavra do Cristo: Deus é Espírito (João 4. 24). De outro modo ele não seria imutável, porque estaria sujeito às mutações da matéria.
Deus é onipotente: Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvessem feito seriam obra de outro criador.
Deus é onisciente: Por que tem o absoluto controle das leis que regem a vida e pleno conhecimento do que ocorre em toda a Casa Universal.
Deus é soberanamente justo e bom: A sabedoria providencial das leis divinas se revela assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade do Criador - por que Deus é a suprema perfeição em todas as coisas.
Bibliografia: A Gênese – Allan Kardec
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Intensivo de Difusão Espiritualidade
coordenação: Abrahão Ribeiro
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