segunda-feira, 18 de novembro de 2013

JESUS ENSINA QUE A VIDA CONTINUA APÓS A MORTE DO CORPO



                                                                       
    
        Ensinamento de Jesus sobre o Rico e o Mendigo, que após a morte física, se reconhecem na vida extrafísica do Além

Imortalidade da alma, responsabilidade, memória e individualidade do ser inteligente na vida além-túmulo


  “Havia um homem Rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo e que vivia todos os dias em regalias e na luxúria. Havia também um certo mendigo chamado Lázaro que jazia cheio de chagas às portas do Rico. E alimentando-se com as migalhas de comida que sobravam da mesa do rico e que eram direcionadas para o lixo, aonde os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas (ferimentos).


  E aconteceu que o Mendigo morreu e foi levado pelos Anjos (os espíritos do bem) para o seio de Abraão (cidade espiritual tal qual Nosso Lar, psicografia Francisco Candido Xavier), e morreu também o Rico, e foi sepultado.
     E, no Além, o Rico estando em tormentos ergueu os olhos e conseguiu visualizar ao longe Abraão juntamente com Lázaro em outra dimensão mais feliz.

  E clamando disse: Pai Abraão! Tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama (Obs: os tormentos são figuras de linguagem que expressam a vivacidade dos sofrimentos interiores da consciência culpada além-túmulo). 
   Responde Abraão (na vida além) ao espírito do Rico: filho lembra-te de que recebeste os bens em tua vida material, e Lázaro somente males, e agora este é consolado (no plano espiritual) e tu atormentado.  E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de maneira que os que (de cima) quisessem passar daqui para aí não poderiam, e nem tampouco os daí (de baixo) transpassar para cá.

  Questiona então o Rico: Rogo-te, pois, ó Pai, que o mandes à casa de meus familiares (na existência carnal), pois tenho cinco irmãos ainda no mundo físico, para lhes transmitir este testemunho, a fim de que não venham também para este abismo de sofrimento.

  Abraão chama a atenção do Rico: Eles (os teus familiares na vida humana) têm os escritos de Moisés, assim também como os livros dos Profetas, que estudem e obedeçam a esses ensinamentos.



    Contesta então o Rico: "Não, pai Abraão, se alguém dentre os mortos fosse lhes falar estas verdades, certamente arrepender-se-iam".

Finaliza Abraão o seu diálogo com o espírito sofredor do Rico: "Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressurja (no plano carnal para exortá-los ao arrependimento)". 
* JESUS -  (Evangelho de Lucas 16. 19 a 31)


    Analisando as orientações do ensinamento de Jesus, conforme narração acima informando-nos que, certo homem desfrutou dos bens da existência física doados por Deus, nascendo em ambiente saudável e rico. No entanto, não aproveitou o curso das suas provas para a sua evolução espiritual. Esqueceu-se da fraternidade, foi mesquinho nos ideais.

  Não usou os préstimos da vida para o progresso social; sendo egoísta, esbanjando os recursos da vida somente nos prazeres inferiores: festas e emoções sensuais, pois ele vivia todos os dias na ostentação da vaidade, do orgulho e egocentrismo.

   Não cultivou a simplicidade da fé; olvidando o principio espiritual do seu Ser, desprezando-os no consumo das sensações carnais.

   Chega-lhe, no entanto, o dia final da sua vida na carne (encarnação). E espantado, atônito, defronta-se com a imortalidade do seu Ser num plano de vibrações energéticas de pesadelo e aflições, pois é a sua própria força mental liberta dos órgãos físicos, sobrevivente, e que passa ao retorno dos reflexos dos pensamentos infelizes acumulados durante toda a sua vida material. E atormentado na profundidade da sua consciência ralada de desgostos, não consegue alçar o voo em direção à luz dos cimos da vida sublimada... 


que ele, em momentos de lucidez e inspiração, entrevê no além - deslumbrado. Pois está chumbado em meio ao nevoeiro das criações espirituais inferiores que o prendem ainda à vida material extinta. E ali ele permanece indefinidamente para limpar e refazer os centros vitais da alma deturpados na estrutura do ser espiritual, chorando e lastimando-se do tempo perdido

      Nota: Essas dimensões umbralinas no plano astral são de transição educadora para correção espiritual da criatura que abusou dos patrimônios da existência terrestre desprezando os valores e bens para a vida celestial. A visão dilatada do infinito paradisíaco não é para causar-lhe a sensação de inveja; e sim para despertar os sentimentos benéficos de regeneração espiritual.

   Profundas noções de imortalidade da Alma o Senhor Jesus nos ensina na parábola do Rico e o Mendigo, e perfeitamente em concordância com a Revelação Espírita, que reafirma: a morte do corpo carnal não significa a cessação da existência; e sim a passagem para uma realidade maior – a sobrevivência da essência espiritual que permanece com todas as funções intelectuais em perfeito funcionamento: lembrança dos entes queridos - saudades; coordenação das idéias no espaço; e sentimento das causas e coisas; e noção real de situação.

  O Divino Mestre demonstrou com ilustrações sugestivas que nos Planos Celestes, as bem-aventuranças são patrimônios íntimos e intransferíveis da criatura, na meta ascensional para Deus. Por isso fora dado a resposta com justiça ao Rico desprovido de paz interior, que queria gozar de valores que ele não conquistara ao longo de sua jornada terrena, como seja: sugar a aura feliz de Lázaro (Lucas 16. 24-26)
    No paraíso espiritual pós-túmulo não foi relacionado a crença, a religiosidade que o mendigo frequentou quando em vida carnal; e sim, foi sobrelevado em evidencia as suas lutas, provações, sofrimentos morais que ele sofreu vencendo com sacrifício as provações humanas.

     Há um abismo de forças que separam os que vagueiam em trevas e aqueles que se purificaram na luta redentora, alcançando enfim a sublimidade da luz divina. E naquela nova fase da vida, a bênção da harmonia celeste não favorecia a alma do rico, pois o mesmo fora muito imprudente, simples gozador na vida humana e que na dimensão extrafísica colhia os efeitos de suas ações negativas.
        Não era necessário apenas arrepender-se; e sim se transformar intimamente, por isso era salutar nesse momento que sofresse sem revolta a reclusão a fim de reajustar-se espiritualmente, até que a luz divina brotasse na intimidade do seu ser.

 A alma do Rico estava naquela situação de remorso expiatório no astral inferior, não pela sua condição de ter nascido em berço de ouro; e sim pelo desconhecimento do bem que ele negligenciara e falta de educação diante dos valores que a vida lhe outorgara como meta evolutiva para a verdadeira vida - a vida espiritual. 
     E numa outra situação inversa, o mendigo Lázaro que recebera da Providência da Vida a dádiva de uma existência corporal repleta de aflições e que suportara com longanimidade o seguimento de suas provações...

    e após o falecimento do corpo físico a sua Alma se vê transportada pelos Anjos (os Espíritos do bem) para as dimensões extrafísicas do Universo Espiritual, onde reina a harmonia e felicidade do Ser. Isto demonstra com lógica e discernimento que o sofrimento suportado heroicamente com resignação nas lutas da existência humana - já purifica a alma para a vida futura do Além (Lucas 16. 25).

   Quanto àquela dimensão nos planos astrais destinadas às almas recém-libertas dos fluidos da carne, e que venceram as suas provações dentre o povo israelita, Jesus ensina nas suas revelações que esta esfera paradisíaca tinha a direção espiritual de Abraão,
       ilustre patriarca hebreu que vivera há 2000 anos antes da era cristã. Mostrando assim a ordem, o aprimoramento e o trabalho que são desenvolvidos pelos seres espirituais na vida extrafísica do além.

    E no intercâmbio dos vivos da vida material terrestre e dos redivivos da espiritualidade celeste, o Evangelho jamais afirma nestas passagens a sua impossibilidade. 
       E sim adverte ao aprendiz inexperiente, que qualquer merecimento em matéria de revelação espiritual; urge, primeiramente, ouvir e aprender com os ensinamentos sagrados que iniciam a criatura na vida imortal do espírito, conforme as próprias palavras do Cristo atestam esta condicional: “se não ouvem os ensinamentos de Moisés e dos Profetas (que eram considerados naquela época para os povos hebreus os grandes Mestres do Espírito), como irão acreditar!..., ainda que alguns dos mortos ressurjam diante dos homens, para exortá-los da responsabilidade e justiça na vida além-túmulo! (Lucas 16. 31)”                                              

   Não é incapacidade do Poder Divino o bloqueio temporário da interação entre os dois planos de existência – espiritual e material; e sim pelo descaso da incredulidade humana em não procurar compreender e aceitar os mistérios instrutivos da existência da alma.

    Atualmente, fazendo um paralelo religioso, além de Moisés e os Profetas temos o Evangelho do Cristo acrescido da revelação consoladora do Espírito da verdade.
  Questionemos assim, à nossa consciência se realmente estamos ouvindo para entender a luminosa advertência de Jesus: em Deus toda natureza visível e invisível tem atividade plena e benfeitora no Universo, porque “Deus não é Senhor de Mortos; mas dos para sempre vivos (na Terra quanto no além-túmulo) Lucas  20. 38”. 
    E que na Antiguidade o fenômeno das aparições dos espíritos de pessoas já mortas (no plano material) era simplesmente designado pelo termo ressurreição (Lucas 16. 31). Isto porque aqueles seres apesar de terem deixado os seus corpos físicos nos túmulos, continuavam plenamente vivos e conscientes de sua situação feliz ou infeliz nos planos da existência além, através da essência extrafísica indestrutível: a consciência espiritual.

  Caso fosse permitido pela Providência Celeste a transcomunicação sensível, visível e até mesmo tangível entre os redivivos do Além com os vivos da Terra se daria o fenômeno que os povos antigos também batizaram de ressurreição, uma variação das aparições espirituais.

                                                             

  “Os Espíritos inferiores compreendem a felicidade do justo”? (*)

  Sim, e isso lhes é um suplício, porque compreendem que, estão dela privados por sua culpa. O Espírito sofre por todo mal que praticou, ou de que foi causa voluntária, por todo bem que houvera podido fazer e não fez e por todo mal que decorre de não haver feito o bem.

   Para o Espírito errante, já não há véus. Ele se acha como tendo saído de um nevoeiro e vê o que o distancia da felicidade. Mais sofre então, porque compreende quanto foi culpado. Não tem mais ilusões: vê as coisas na sua realidade. (*) O Livro dos Espíritos – Allan Kardec, questão 975: Das penas e gozos futuros)


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CÉUS

Abrahão Ribeiro
Voz Q Clama
Intensivo Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E
     Voz do Espírito





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