sábado, 18 de junho de 2016

REENCARNAÇÃO, NASCER DE NOVO






O mistério da vida revelado

“Abrirei em parábolas a minha boca, e publicarei mistérios ocultos desde a fundação do mundo...   (Mateus 13.  35)”  

Jesus, o sublime mensageiro da verdade eterna, desceu das dimensões superiores do cosmo celeste às sombras da Terra para iluminar os caminhos humanos dentro das causas divinas que regem a vida no concerto cósmico. Da manjedoura ao calvário, o Divino Mestre ensinou e vivenciou princípios que elevam o Ser espiritual ao convívio direto com o Pai Celestial, jamais endossou dogmas das organizações religiosas que escravizam as criaturas em tradições do culto externo, desfazendo idolatrias que cultuam a Deus na figuração material localizada das produções, esculturas e dogmas propriamente humanos (João 4.  20-21).

Jesus, então, demonstra que Deus é Espírito. E, por ser Espírito é a verdade e vida a que sustenta toda criação universal. E como Espírito, somente em espírito importa ser reverenciado de verdade (João 4. 23-24), ou seja: no templo vivo de nossa consciência; nas entranhas do nosso coração e em todos os momentos de nossa existência.
    Somente assim poderemos estar habilitados para unir-nos definitivamente ao universo supremo da vida eterna em Deus.  Mas, até alcançarmos a excelência da pureza ou, santificação do espírito para contemplarmos a Deus no seu todo universal (João 17. 22-23), seremos submetidos pela Providência Celeste ao crescimento educativo através de diversas existências físicas nos mundos materiais do infinito.  

     

Perante Jesus – divino educador da alma humana, um certo doutor em teologia das Escrituras sagradas do Velho Testamento e que se chamava Nicodemos, e que tinha anseios de saber os mistérios da vida celestial que se desdobra no Universo, ouviu naquela noite solene a confirmação real sobre os nascimentos sucessivos do Ser por meio dos elementos da natureza Água e Espírito a fim de ter a condição necessária de poder entrar nas dimensões puras do Reino Celeste e Divino (João 3. 1 a 12). 

A perplexidade daquele doutor em: “como isso seria possível?!

Mereceu com sensatez a advertência construtiva do Cristo: “Tu és mestre em Israel e ignoras estes princípios?

Por que Cristo fizera essa observação a Nicodemos, chamando-lhe a atenção do seu desconhecimento, sobre a necessidade de renascer de novo?

Nicodemos além de doutor em religião ministrava altas funções sacerdotais na corte eclesiástica no Grande Templo de Jerusalém - o Sinédrio (fato este que lhe dava o título de príncipe entre os judeus), e no seio da crença farisaica era comum acreditar-se também na imortalidade da alma.

O Divino Mestre Jesus estava apenas chamando a atenção de outro mestre - o israelita, para que ele tomasse conhecimento dos ensinamentos que JÁ eram compreendidos por diversos mentores de várias religiões da antiguidade (vedismo, bramanismo, hinduísmo, budismo, esoterismo, essênios e cabalas) e que constavam no livro sagrado da maioria das civilizações primitivas: hebreus, egípcios, caldeus, persas, gregos, chineses, hindus...

“Vidas passadas, preexistência do ser, transmigração da alma, palingênese, ressurreição na carne, reencarnação, sintetizando o nascer de novo...” Já eram ensinamentos ministrados por vários mestres da espiritualidade antes da era cristã”.  

 A palingênese (termo grego – palin: de novo e gênesis: nascimento), isto é, o ser (espírito) passar pela série de renascimentos possíveis através da matéria orgânica (água), até alcançar a perfeição espiritual para poder ingressar no plano de consciência celeste mais elevado – o reino divino.

Nicodemos estava pasmo: como o homem poderia voltar e renascer outra vez? 

Jesus esclarece as suas dúvidas: Não é o homem que renasce e sim o Ser, através da matéria e do espírito. Haja visto o termo Água nos tempos da antiguidade designar o elemento básico da natureza material. Logo, o homem com a sua morte corporal deixa de existir fisicamente, mas a sua consciência espiritual permanece e em forma de energia sobrevive no plano extrafísico. E assim, no espaço e tempo da evolução humana a alma ou espírito é que renasce na existência física em outras gerações para um novo aprendizado. 

       Jesus, então cientifica um novo nascimento como uma lei natural de aperfeiçoamento moral e intelectual necessária a todos que almejam o ingresso definitivo no mais alto estado de consciência cósmica – o reino celeste, quando define: Aquele que não nascer de novo...  E, necessário é que renasças novamente para entrardes no Reino Divino.

Ainda hoje, como ontem, diversos doutores em teologia, sacerdotes de variados credos, pastores de almas, todos são eloquentes em querer negar o princípio natural de Justiça Divina – a reencarnação; e pontificam de suas cátedras: “ou alma vai para o céu, ou toma direto o caminho sem retorno e para sempre do inferno”. 
      Muitos louvam a sabedoria divina e se perdem em idéias infantis quando querem elucidar os problemas da dor, do destino e da evolução colocando o Ser sob o efeito inconsequente do acaso. Outros pregam que Deus é amor, luz e justiça com equidade; mas sem entenderem as causas supremas como Deus age na natureza, interpretam tudo sistematicamente pelos dogmas do mal.

Por mais inteligente que o homem seja, ele detém conhecimentos restritos e limitados em relação às Leis físicas e espirituais que movimentam a existência na Terra. E o que representa o nosso planeta no todo universal? Semelhantemente a uma gota d’água diante da imensidão dos oceanos; por isso em se tratando de coisas exclusivamente terrestre muitos têm dificuldades em compreender, como é que acreditarão se assunto verte para o infinito da sabedoria celestial? - Como admitir a imortalidade da alma sem o elo das existências sucessivas no plano material como meta de crescimento para Deus!  Com a natureza aprendemos lições simples e inteligentes de continuidade plena da vida, o germe da semente morre e logo renasce em bela planta.

E assim como o vento assopra fluidificando a oxigenação ambiental (nesta comparação em João 3. 8 Jesus revela que para o espírito não há limites de tempo  e espaço, pois é um ser imaterial que pode submeter-se aos renascimentos sucessivos na matéria orgânica até mesmo em outros planos astrais da infinita criação divina). Assim o espírito também se renova para a vida eterna e, com a permissão da Providência Divina se move no extrafísico, e em forma de energia é acoplado no ventre sagrado da Mulher para a geração da vida física e evolução da espécie humana que se funde através de células extraídas do sêmen masculino + óvulo feminino e que tem toda a sua estrutura molecular constituída em substâncias líquidas transmutadas em um seio simples de água, ou seja: a matéria-prima no plano terrestre que forma o organismo físico dos Seres vivos. A Ciência comprova, atualmente, o feto sendo formado no útero em uma bolsa d’água.  

Ao longo dos séculos, interesses materiais diversos têm procurado desviar o sentido moral de alguns dos ensinamentos que Cristo legou através do seu Evangelho aos povos terrestres. Criou-se o sacerdócio organizado em convenções puramente humana, incapaz de discernir a essência universal das palavras do Divino Mestre que tem como objetivo principal libertar, consolar, esclarecer, fraternizar e iluminar a criatura integrando-a na paternidade divina do Criador Celestial, que utiliza o sistema natural da reencarnação, ou renascimentos sucessivos no plano material para: criar, corrigir, educar e aperfeiçoar a consciência espiritual e interior do ser.

      A vida não é obra fortuita do acaso, e sim organização de princípios naturais preestabelecidos por Deus – o Criador, desde a fundação do Universo. E as criaturas não surgem espontaneamente no tempo, porque são idealizadas como seres, dotadas de inteligência... Criadas progressivamente através de nascimentos sucessivos na natureza universal da criação material e espiritual de Deus, até a perfeição plena do espírito imortal.


Voz Q Clama
Intensivo Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E
     Voz do espírito




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