domingo, 9 de dezembro de 2012

SENTINDO A REENCARNAÇÃO - Além do Plano Carnal






  Mantenho nestes relatos o posicionamento de não divulgar nomes das pessoas para não constrangê-las em sua fé religiosa. 
     Desde o meu nascimento congregava-me em uma assembléia de evangélicos na fé cristã, herança de meus pais.
   Estávamos vivendo o auge do movimento Pentecostal no Brasil - transição dos anos 60 para 70.
    Os pastores e missionários evangélicos anunciavam com grande evidência a boa vinda de Jesus e o arrebatamento da Igreja, no qual os crentes na fé cristã seriam iniciados a receberem os chamados para entrarem nos portais eternos das moradas celestiais,

     e que a grande tribulação que marcaria a transição dos finais de tempos terrestres já despontavam nas paisagens do mundo, o ano  2000 se aproximava, trazendo grandes mudanças e renovações.
    E que toda aquela tecnologia que a civilização humana estava começando a desvendar no encerramento do segundo milênio para beneficiar utilidades da vida doméstica já era esse prenúncio anunciado conforme o livro do profeta Daniel – Bíblia sagrada, cap 12. 4 - “a ciência se multiplicará”.
       Grande verdade da espiritualidade que muitos desconhecem: todos esses esses benefícios da Ciência, antes de serem produzidos na vida material, já foram planejados no plano celeste da evolução terrena, pois fazem parte da marcha do progresso em todas coisas estabelecidas por Deus. 
    Muitos irmãos pentecostais nos advertiam sobre a vigilância nesses finais de tempos.
      Existia uma lista de proibições de coisas na sociedade que não se podia consumir, exemplos: assistir televisão, ir ao cinema, jogar futebol com os amigos; bailar, recreios em clubes sociais; as mulheres: usar calça jeans, cortar cabelo, depilar-se, usar batom, esmaltes nos dedos, tinturar os cabelos etc; porque senão o crente poderia ser excluso no arrebatamento extraordinário - do circulo das provações terrestres para o reino espiritual nas dimensões celestiais.
    Eu estava engajado nas pesquisas dos estudos bíblicos e fazendo perguntas íntimas ao Criador em minhas orações, para que, Ele, em sua infinita misericórdia, me revelasse se todas essas coisas que eu estava ouvindo na congregação Pentecostal e que até me causavam receios e dúvidas, se faziam parte dos Conselhos Divinos;
       ou se eram “figuras de linguagem” onde era necessário desvendar o “véu da letra” para se entender todo sentido espiritual?
   Usava nas minhas preces para obtenção das respostas as afirmativas recomendadas por Jesus, vide Lucas 11. 5 a 13: “pedi e dar-se-vos-á... buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á. Pois vós sendo maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai Celestial - o Espírito Santo àqueles que lho pedirem."
    Senhor da Vida! Eu quero saber a verdade racional, com lógica e discernimento espiritual sábio; e não somente conforme o entendimento da religiosidade de doutores bíblicos repletos de regras medievais.
    Naqueles tempos eu já estava discordando parcialmente de algumas doutrinas instruídas na Igreja, como por exemplo: a condenação eterna das almas padecendo sem misericórdia em abismos infernais. 
       A razão da discordância: como o Criador sendo perfeito e executor da Justiça com equidade condenaria por eternidade sem fim as suas criaturas que vivenciaram alguns sofridos anos na luta terrestre?
    E por que nós criaturas humanas imperfeitas tínhamos que perdoar até os nossos inimigos mais bárbaros? Enquanto o Criador em sua onipotência infinita não teria o mínimo de misericórdia com as criaturas perversas?
   Anos depois, certo dia, naqueles estudos bíblicos descobri algo que me deixou surpreso e que os evangélicos no final do século XX, às portas do terceiro milênio, não insistiam com tanto empenho nessas passagens: as promessas sobre o advento do Consolador, o Espírito de Verdade que viria esclarecer todas as coisas aos que têm fome e sede de conhecimentos da Vida, do Universo, da Justiça e das causas que regem os seres criados à imagem e semelhança divina.
      Agora já estava questionando com base bíblica, aos dirigentes de nossa Igreja, estas promessas da revelação dos novos conhecimentos que o Espírito de Verdade traria nos tempos futuros pós-advento do Cristo, vide João 14. 12 a 17/  João 14. 26/  João 15. 26/ e João 16. 12 a 13.

  Ensinou Jesus: “Ainda tenho muito que vos dizer. Mas, quando vier o Consolador, aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade. E vos ensinará todas as coisas.”

Além do Plano Carnal
 Abrahão Ribeiro
Voz Q Clama
Intensivo Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E
    Voz do Espírito



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