segunda-feira, 10 de março de 2014

FORÇAS POSITIVAS DA ALMA, CÉUS


                                                                   
                                                                              
         Ações benéficas que ajudam a evolução do ser                      
        mentalização positiva, estudo e trabalho

             "Pedi e dar-se-vos-á, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á;.

          Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e ao que bate abrir-se-lhe-á;

              Qual de entre vós é o homem que, o seu filho pedindo-lhe pão, o pai lhe dará uma pedra?  E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Ora, se vós sendo imperfeitos, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai Celestial, que possui a perfeição absoluta, boas coisas dará aos que lho pedirem com fé.

             Portanto, tudo o que quereis que as pessoas vos façam; fazei também vocês a essas pessoas - porque está é a lei..."           Jesus   (Mateus 7. 7 a 12)


                 Narram os apóstolos: Jesus, no Horto das Oliveiras, mostrava-se preocupado, pois pressentia a ação maléfica dos adversários gratuitos que desejavam eliminá-lo com o intuito de neutralizar a edificação fraternal idealizada durante a sua peregrinação terrena. Aproximando-se o momento do testemunho aos ideais da boa nova do reino de Deus, a guarda do Império Romano estava na busca para prendê-lo por ordem das autoridades políticas e sacerdotais de Jerusalém que, juntamente com a massa popular fatalmente o condenariam à cruel morte na cruz.
              O Mestre acompanhado por alguns discípulos, naquele momento angustiante, pelos fios da prece para nos insuflar o exemplo da busca interior recorre às forças invisíveis celestiais para se entregar com paciência e resignação aos desígnios do Eterno Criador. O Pai Celeste ouve-lhe a súplica e envia-lhe o amparo moral.  Descreve o evangelho em Lucas 22. 43 conscientizando: um Anjo do Senhor desceu da esfera celeste e o confortou... 
                Era a resposta direta de Deus à prece de Jesus ardente e sincera
               Nos primeiros séculos da era cristã, muitas criaturas em testemunho à fé nascente que os seguidores do Cristo disseminavam diante de pequenas reuniões domésticas, foram sacrificadas nos circos e praças públicas com anuência do Império Romano e aplauso delirante do primitivismo popular.
                Esses pioneiros da evangelização, apesar de perseguidos não desanimavam, pois buscavam na prece a força reconfortante que os uniam às potestades invisíveis dos Céus, onde encontravam o manancial consolador de graças amparadoras para suportarem aquele momento mortal em meio às feras sanguinolentas. E, em sintonia às suas preces, vibrações mentais de bom ânimo vertiam do invisível irradiadas por Espíritos angélicos que anestesiavam o sofrimento dos seareiros do bem, aparentemente desprotegidos no mundo físico, no entanto, confiantes na Providência partiam felizes antegozando a felicidade celestial... 
                Era a resposta direta de Deus a essas pessoas que recorriam à prece ardente e sincera.

                 A consciência espiritual reconhecida na vasta literatura espírita como André Luiz, e que narra através da mediunidade de Francisco Candido Xavier as maravilhas das dimensões da existência celestial que circulam o espaço, a começar da crosta terrestre desdobrando-se no infinito estelar.

             Essa personalidade quando desfrutará os valores da encarnação humana, vivera no Rio de Janeiro, onde exercera atividade relacionada à área da saúde. O aguilhão renovador da morte carnal chega de surpresa, no auge de sua carreira profissional, e por não estar devidamente preparado, naquele momento, para o problema do ser, do destino, e da existência espiritual...  A sua consciência desperta após o trespassar do túmulo em dimensões densas do submundo invisível, a vagar indefinidamente sem direção, tal qual o Rico da parábola do Cristo que vagueia em regiões abismais do astral - vide Lucas 16. 19 a 31.  André perdera totalmente a noção do tempo, já transcorrera vários anos naquela situação de inconsciência.

                Um dia, após analisar o seu penoso estado de alma sofredora, e reflexionar a necessidade urgente de paz interior e higiene em sua veste espiritual. Ele, que praticara na Terra o exercício da medicina, agora se achava impotente para curar-se a si próprio. Então raciocina: claro! Tem que haver um Autor da vida! Era preciso sofrer e permanecer na ignorância para compreender esse mistério?
             E ali mesmo, nas trevas umbralinas, em meio daqueles fluidos sufocantes ajoelha-se e pede em ardente e sentida prece ao Divino Poder Criador da Natureza a orientação salutar para as suas aflições. A Providência Divina ouve-lhe a súplica ardente e sincera e envia-lhe socorre celeste resgatando-o daquele abismo de sofrimentos, e conduzindo-o enfim à recuperação espiritual na morada extrafísica do plano astral conhecida como Nosso Lar.
                Por qual mistério a orientação divina nos recomenda através do Evangelho, que busquemos sempre diante de situações difíceis a força da prece como refúgio que nos conforta nas provações da vida. E Allan Kardec desejando esclarecer o sentido e eficácia da prece perguntou aos Espíritos superiores, questão 659 em O Livro dos Espíritos:
            
                         “Qual o caráter geral da prece?”.

                  E lhe foi respondida pelos benfeitores da vida superior celeste: a prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nele, é se aproximar do Criador, é por-se em comunicação com as forças divinas da Natureza. A três coisas podemos propor por meio da prece: louvar, pedir e agradecer.
                        “Agrada a Deus a prece? – questão 658”.

               Sim, quando pronunciada com fé, com fervor e sinceridade. Mas, não creias que o toque a do homem leviano, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.”
                   “A prece torna melhor o homem? – questão 660”.

              Sim, porquanto aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia o auxílio de bons Espíritos para assisti-lo.”
         
           Para compreendermos melhor a eficácia invisível da prece, convém buscar na lei da Física certa elucidação necessária, assim confirma a Ciência: vivemos num universo rodeado por um potencial energético de luz, em que ondas, raios e vibrações se propagam através dos espaços.
         Basta observar a avançada tecnologia dos tempos modernos: analisar bem as imagens da televisão que atravessam a crosta terrestre de um lado a outro num piscar de olhos e chegam perfeitamente caracterizadas nos aparelhos elétricos, na intimidade das residências; os impulsos da telefonia sem fio percorrem imensas distancias em frações de segundo; e a grandiosa linguagem da informática agora se intelectualizando via satélite, desafiando a imaginação comum. Essas diversidades de conhecimentos tecnológicos da comunicação atuam com os recursos da energia, dos raios e ondas elétricas que irradiam no éter físico universal.
                 Assim também funciona a mentalização positiva, que é vibração do poder do pensamento...  São ondas e raios metapsíquicos da mente que se projetam invisivelmente na busca dos poderes da vida celeste.
               A criatura que tem hábito de cultivar beneficamente o sentido da prece, a meditação elevada, exterioriza de dentro de si vigorosas irradiações de energia psíquica. O pensamento positivo possui forças desconhecidas da ciência convencional, e que refundem magneticamente na atmosfera fluídica purificando-a quando usamos a nossa força mental para criar imagens e idéias com fé, com sinceridade e amor para o bem comum. A mentalização para ter qualidade perfeita e sintonia com o Poder Divino é necessário a criatura desarmar o espírito de todo sentimento inferior, de orgulho, de egoísmo, e aversão às pessoas de sua convivência.
                  O cientista, o médico, o professor ou até mesmo o aluno, todos objetivando estudos, pesquisas ou soluções que abrem a porta do progresso e auxiliam o bem estar coletivo estão também usando os recursos da mentalização positiva. E as suas idéias vibram no extrafísico onde encontram o eco divino que provê de recursos invisíveis todas as coisas.
                     Orientou o amigo celeste: quando orardes, buscai a sintonia com o Céu e se tiverdes alguma mágoa das pessoas, perdoai, para que o vosso Pai Celeste possa vos perdoar também (Marcos 11. 25-26).  Isso porque se a criatura ao orar, e se ora com o coração contaminado pelo fel do rancor, fatalmente estará irradiando vibrações negativas e depressivas. E em toda ação segue-se uma reação, é da lei de sintonia: os pensamentos semelhantes se atraem, e essas forças desequilibradas acrescidas de outras mais voltam ao próprio emissor através das ondas e vibrações magnéticas da mente.
              Essa a razão do Cristo ter recomendado que, antes do ato da prece, perdoemos sinceramente para sermos abençoados por Deus. E uma eficaz forma de perdão aos nossos adversários é desejar a paz e felicidade deles.

               A prece é uma transmissão do pensamento, mediante a qual o homem entra pela onda de seu pensamento em comunicação com o Ser a quem se dirige.
                Todas as preces devem ser dirigidas a Deus - o Pai Celeste, ou, a Jesus o representante direto da sua Providência a todos os seres que ainda evoluem no planeta Terra. Essa Providência Divina é uma potestade formada pela unidade do Espírito da Verdade, ou seja, os Espíritos integrados na luz, amor, e sabedoria de Deus, e que trabalham em todas as dimensões do Universo para a manutenção e cumprimento das leis naturais que regem a existência dos seres na criação.
                  Não somos criaturas abandonadas ao acaso, as preces que são endereçadas aos bons Espíritos, isto é aos santos e anjos celestiais são repassadas primeiramente à Divindade Criadora, pois nada se sucede de bom na Terra ou em qualquer dimensão do Universo sem o conhecimento e permissão da Providência Celestial de Deus – “todo bem, toda boa dádiva, e todo dom perfeito procede na sua origem primitiva de Deus  –  o Pai das luzes”.   –  epístola de Tiago  1. 17 Bíblia sagrada
                    A revelação da espiritualidade torna compreensível a ação da prece explicando o modo de transmissão do pensamento. Para compreendermos em tal circunstância essa lei, precisamos saber que estamos mergulhados no fluido universal da criação, que preenche os espaços interpenetrando tudo, todos os seres materiais e imateriais, assim como estamos no mundo terrestre dentro de sua atmosfera física. Esse fluido que é de caráter magnético recebe da vontade uma impulsão, ele é o veículo do pensamento assim como o ar é o veículo do som.
                  E conclui o ensinamento espiritual: não devemos duvidar da eficácia da prece, achando que o Universo por está encadeado pelas leis eternas que regem a criação, não ser possível as nossas súplicas mudar os decretos da vida. Sem dúvida, existem leis naturais imutáveis e que não podem ser ab-rogadas a critério de qualquer um, mas daí a crer-se que todas as circunstâncias da existência estão submetidas à fatalidade, é absurdo pensar assim. Deus outorgou ao homem a razão, a inteligência, a vontade para ele procurar melhorar-se cada dia.
              O homem apenas vê o momento presente, ele não apreende o conjunto dos fatos, a pessoa geralmente quer mudanças materiais rápidas sem empreender qualquer renovação moral e espiritual. Se, às vezes pensamos que está demorando o socorro celeste em nosso favor, é por não termos ainda a sintonia com a fé construtiva, pois gastamos anos colocando os nossos pensamentos em coisas vazias, ociosas e até mesmo maléficas para nós e para as pessoas que nos cercam, e criamos assim uma crosta fluídica inferior em torno de nossa estrutura psíquica que idealiza o nosso mental soma, e com isso ficamos isolados das vibrações positivas da espiritualidade superior.

               Os Anjos, grandes mestres da espiritualidade celeste, não estão somente cantando louvores nos Céus. Eles têm elevadíssimas tarefas a desempenhar nos planos superiores da criação e entre elas incluem-se: consolar, interceder, e orientar pela inspiração mental àqueles que ainda estão evoluindo na forma humana (vide Mateus 18. 10 e Lucas 15. 3-10).
            Infinitas vibrações descem do alto, diariamente, ininterruptamente à crosta terrestre e quem ligar as antenas do pensamento renovador pela prece ardente e sincera é quem certamente sintonizará incorporando em sua aura essa chuva de fluidos salutares. O que Deus concederá imediatamente aos que lhe pedem com confiança -  é a coragem, a paciência, a renovação, e a inspiração de se sair de uma situação difícil sem desprezar as nossas próprias forças.
                  A ordem, o estudo e o trabalho presidem os nossos destinos como filhos do Pai Eterno. Coloquemos as nossas percepções mentais em direção aos ensinamentos morais do Cristo, com fé e discernimento alguns minutos do nosso dia a dia, esquecendo as tribulações da vida material; depois procuremos acondicionar a nossa concentração mental no esforço superior de manter sempre esse estado d’alma, e com isso conseguiremos elevar o plano vibracional de nossos pensamentos positivamente, a nossa aura se iluminará na extensão psíquica de nossa personalidade. E se fizermos isso constantemente desejando a felicidade para as pessoas de nossa convivência, com o tempo notaremos que a condição interior de nosso ser apresenta considerável elevação moral conquistando a chamada paz de espírito.
              Em todos os momentos da vida, vai valer sempre esta afirmativa: ajuda-te a ti mesmo, que o Céu te renovará sempre...  Deus facultou ao homem o dom da inteligência para que ele busque a evolução, se tivesse que ficar parado no tempo à espera do acaso, a civilização terrestre estaria no mesmo período tribal, pois todas as criações da Ciência que hoje beneficiam o mundo moderno, antes de serem descobertas no plano físico foram primeiramente idealizadas com muito esforço no canal mental de seus autores.
               A prece não deve ser um ato de desculpas ociosas e negativas, ou a prática de fórmulas exteriores;
                A prece é um exercício do sentimento na busca incessante de melhorar, de se libertar de coisas nocivas e prejudiciais, de reintegrar com o bem em ações positivas e benfazejas.
                   
             Um homem acha-se sem auto-estima perdido no caos do desânimo. A fonte do otimismo é como se fosse um oásis escondido no deserto dos seus desejos e isso o martiriza negativamente; já desfalecido e sem forças criativas tenta desistir de buscar uma saída salutar para os seus problemas. Lembrando-se dos poderes superiores que orientam a vida pede então a ajuda divina e aguarda o socorro celeste. No entanto, nem sempre a criatura é atendida segundo o seu querer, em virtude da Providência Divina permitir primeiramente o expurgo dos espinhos cultivados na área existencial psicofísica do ser, selecionando o mais justo para a elevação espiritual de cada um. Geralmente, o amparo divino ocorre por meio dos bons Espíritos, que em nome do Cristo de Deus, atendem às súplicas da criatura insuflando-lhe a coragem, o bom ânimo e força magnética através dos fios imateriais do pensamento. 
              Assimilando as forças benéficas acrescentadas pelos benfeitores invisíveis do plano espiritual, a criatura segue pela estrada da vida descobrindo ao longo dessa caminhada situações novas e construtivas através das pessoas de sua convivência, pois o Criador também ajuda as suas criaturas através das próprias criaturas... Com o passar do tempo depois que venceu os obstáculos do medo, do pessimismo, da indecisão...  Se tiver fé exclamará: obrigado meu Deus pela força que me destes.  Porem se lhe falta a fé atribuirá à sorte a superação das suas crises.

          O acaso às vezes nos serve admiravelmente a nós seres inteligentes que deveríamos usar a razão e lógica com bom senso.

             Louvar, pedir e agradecer – principio geral da prece, enquadrado dentro dos assuntos de ordem moral que regula a existência dos seres espirituais.
           Jesus, quando ensinou o Pai Nosso que estás nos Céus, primeiramente louvou o nome do benfeitor universal da vida, bendizendo: santificado seja o vosso nome.

             Pedir - por que não pedir as forças morais para adquirirmos o pão que mata fome; a água do conhecimento que sacia a sede do saber; a oportunidade do trabalho digno; a busca incessante do estudo nobre que nos liberta da ignorância para crescermos como cidadãos elevando a nossa condição e bem estar social?
        
               Agradecer - reconhecendo sempre a sabedoria e amor do Criador, abençoando a vida que desfrutamos através de bons pensamentos, palavras e atos no dia a dia.   Jesus finalizou o Pai Nosso, deste modo: pois teu é o poder e a glória para sempre...  Amém.


                 Portal de uma instituição muitas das vezes não complementa a felicidade espiritual do ser. Pois a felicidade é preenchermos os vazios de nossa vida com a fé, a esperança, o amor, vivencia que somente o “Espírito de verdade” fertiliza em nossa Alma, e trabalharmos intensamente o aprimoramento do plano divino programado pelo Mestre Jesus, a todos que buscam o Pai em espírito.

 C É U S
   Abrahão Ribeiro

Voz Q Clama
Intensivo Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E
    Voz do Espírito




sexta-feira, 7 de março de 2014

O ESPÍRITO ESTÁ PRONTO, MAS A CARNE É FRACA, CÉUS







Lemos os profetas do Antigo Testamento e queremos decifrar a linguagem congelada no tempo transferindo este enfoque para as nossas aflições atuais; desconhecendo que as tribulações fazem parte de um plano de provações que a Providência Divina permite para evoluir espíritos humanos retardatários à perfeição, por isso profetizou Cristo: “no mundo passareis por tribulações... porém tende bom ânimo...” e o apóstolo Paulo complementa: “Porque o Senhor corrige o que ama... Se suportardes a correção Deus vos trata como filhos, porque que filho há a quem o pai não corrija?... Nossos pais humanos nos corrigem e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos eternamente?  (Hebreus 12. 4 a 10)” 

O espírito está pronto, mas a carne é fraca...  Os Apóstolos conviveram diretamente com o Divino Mestre e até após a ressurreição triunfante do Senhor muitos deles ignoravam a verdadeira causa do Evangelho (Lucas 24. 13 a 32). Muitos esperavam que Cristo fosse um líder revolucionário que restabeleceria a ordem social política e religiosa daqueles povos. Até Simão Pedro, considerado no Evangelho a rocha viva da fé, foi repreendido por Jesus quando tentava se interpor aos objetivos divinos do calvário (Mt 16. 21 a 24) e vacilar a ponto de negar a fé por três vezes. E um daqueles que comia do pão com o Senhor, não suportando a ambição e ilusão dos interesses materiais atraiçoa o próprio Mestre por 30 moedas de prata.

O apostolo Paulo, apesar das revelações e desdobramento em espírito à terceira dimensão celestial, reconhecia as fraquezas e lutas interiores consigo mesmo para sublimar as tendências inferiores da carne (II Coríntios 12. 7)

Jesus teve uma vida humana irrepreensível, pura, imaculada...  Mas mesmo assim rejeitou o qualificativo de bom achando que não era justo em se comparando à bondade, justiça e perfeição infinita que verte incessantemente de Deus (Lucas 18. 18 a 19).   

Da manjedoura ao gólgota o Senhor traçou um plano divino de redenção, regeneração e iluminação à consciência humana. Não é somente a expressão de suas palavras que têm o sabor da vida eterna; mas também a força dos seus exemplos edificantes que permanecem como modelo de perfeição varando as eras terrestres.

Nobre de origem celeste, no Céu possuindo as estrelas como trono, e na Terra não tendo uma pedra onde repousar a cabeça. Poderia ter escolhido um berço de ouro para entrar no mundo das formas físicas. Neste caso, como o seu exemplo de humildade iria renovar para o bem, conceitos humanos milenares que massacravam as classes sociais oprimidas?  Dispunha de recursos perante a Providência para ter uma infância tranqüila, isenta de tumultos e desfrutar do convívio dos melhores mestres da Grécia - que representava o berço da cultura antiga; mas não vacilou em enfrentar a perseguição gratuita dos soldados de Herodes que o procuravam incessantemente para matá-lo, abraçando ainda criança o serviço rude de carpinteiro, e com isso demonstrando a todos os povos que o trabalho digno é a melhor escola de educação.

Pelo seu porte elegante, palavra fácil, super inteligência e invulgar personalidade poderia ter escolhido a nobreza imperial para conviver; mas preferiu a companhia da classe desvalida dos pobres e pequeninos na vida social.

Poderia fazer como todos os religiosos extremistas fazem: viver sossegadamente em contemplação e repouso.
Mas preferiu enfrentar o caminho árduo dos testemunhos abraçando a cruz reservada aos piores malfeitores da época, e realizando através da doação de sua própria vida o sacrifício de saber morrer pelo bem de todos.

Ninguém disse o que ele disse, conforme fez e o viveu. Por isso é que Jesus Cristo para todos os povos humanos de todos os séculos terrestres é o caminho, a verdade e a vida – a completa personificação divina do Ser. Quem seguir por essa estrada não andará nas trevas, e nem tampouco jamais morrerá, mas alcançará com toda certeza a luz e a glória da vida suprema em Deus.         

A Bíblia não encerra a palavra absoluta de Deus como analisa o radicalismo de seitas religiosas,
porém é realmente sagrada, porque narra em consecutivos intervalos de séculos sucessivos (2000 anos antes da era cristã a 100 depois do Cristo), fatos históricos de povos humanos primitivos e os seus anseios de integração com as forças celestes da vida. E quando o radicalismo de seita analisa que após os últimos registros do Evangelho por volta dos anos 100 d.C., a Divina Providência se ausentou completamente do desdobrar da evolução planetária deixando a humanidade ao sabor do acaso, menospreza assim a mensagem eterna da palavra de Jesus, descrendo na sua sabedora divina que proclamou: “estarei convosco todos os dias durante a consumação dos séculos nos milênios do porvir”.  Ignorando que o Espírito de verdade o Consolador prometido, é quem está credenciado a continuar o trabalho progressivo de novas revelações, esclarecimentos e consolações aos seguidores da boa nova do espírito em todos os tempos terrestres de realização cristã. 


              A fé só é realmente divina, quando ela pode encarar todas as dúvidas e elucidá-las com a razão em todos os tempos humanos. “Allan Kardec”

              Fé e racionalidade para que a criatura não fique nesse caos de interrogações milenares em relação à vida.  Antes de tudo é bom lembrar que a humanidade não nasceu sabendo, assim é com relação às coisas de natureza material tanto quanto às questões de ordem espiritual, pois toda essa tecnologia que hoje beneficia o bem estar da sociedade moderna é resultado do trabalho de progresso intelectual dos seres no tempo e espaço das gerações sucessivas. E assim como a Providência Divina naturalmente concedeu o desenvolvimento da Ciência com definições e responsabilidades na sua área de atuação, exemplos:

              Física que estuda as propriedades dos corpos, seus fenômenos e leis que os regem;

                Química que estuda as transformações substanciais da matéria, os princípios que regulam essas ações;

                Biologia que estuda os seres vivos e suas relações no meio ambiente;

                Medicina que estuda a cura das enfermidades; e várias outras ciências que descortinam as luzes do conhecimento humano para o melhor.

                Na mesma equidade que rege a evolução da vida social dos seres, Deus concedeu também um sistema de revelação que esclarece os fundamentos essenciais da existência espiritual.  

              Como grande é a bondade suprema do Pai Eterno! Então o Consolador está na sua função ativa de consolar, esclarecer e iluminar os homens sobre seus destinos na vida material terrestre. Os Espíritos do Senhor, que são virtudes dos Céus, qual imenso exército se movimenta no plano extrafísico e abre o livro da natureza anunciando os fundamentos da vida no Universo, reafirmando tudo aquilo que o Senhor Jesus prometera.

             Esclareceu Jesus à mulher samaritana: Deus é Espírito, verdade e vida; e é chegado o tempo de adorá-lo somente em espírito. (João 4. 23 a 24)

             Confirma o Consolador: Deus é um ser imaterial, e suprema inteligência criadora e sustentadora do Cosmo. E a forma mais perfeita do nosso culto ao Pai Celestial é no templo vivo de nossa consciência – sentido-o..., amando-o de verdade na intimidade de nosso ser...  e esforçando-nos em realizar boas ações diante dos homens como forma de edificação e glorificação à vida.  (Mateus  5. 16)

              Anuncia Jesus para as gerações: há muitas moradas na casa do Pai, e que o planeta terrestre exerce a função de estrado diante da criação celeste (João 14. 2)(Mt 5. 34 a 35). 

           Consolida o Consolador: O Espírito Celestial do Pai está presente em todo Universo, que é formado por muitos Mundos que correspondem às diferentes moradas que servem de educandários à evolução dos seres espirituais. A Terra neste contexto desempenha o habitat das almas necessitadas de provas e purificações, é como se fora uma escola de nível primário.

           Determina Jesus ao sacerdote: Não te impressiones de ter revelado: necessário vos é nascer de novo através dos elementos: água e espírito. E se vos falar de coisas terrestres e não crestes! Como crereis se vos falar das coisas celestiais? (João 3. 1 a 12).

           Cientifica o Consolador: as nossas existências materiais não se verificam todas no habitat terrestre, vivemo-las nos diferentes Mundos (planos astrais) como fase de aprendizado até alcançarmos a perfeição plena que nos integre ao plano celeste dos Espíritos puros. As leis naturais que regem cada mundo são diferenciadas nas suas expressões físicas evolutivas, e água na atividade física terrena desempenha a substância básica da matéria prima, assim como o espírito é essência de natureza cósmica.

             Descortina-se a visão do infinito e, Jesus – é o celeste diretor, no plano astral, da evolução material e espiritual da humanidade terrestre,
que veio fundar as bases do reino divino na alma e coração humanos. E fora o missionário da verdade que vivera integralmente até à morte o que ensinara, pois o mundo antigo perdia-se em labirintos de densas trevas religiosas:

               ateísmo crasso; 
             ou paganismo bárbaro;
             politeísmo desmedido;
             ou até mesmo o monoteísmo egocêntrico.

        Guerras, perseguições, escravismos, crueldades, vinganças, barbarismos, assassinatos em massas com o fim de distrair platéias eram costumes religiosos dos povos primitivos que exigiam mudanças profundas em toda a sua estrutura social. Jesus então vivencia a mais pura moral divina: de amor, fé, humildade, esperança, de trabalho, de imortalidade e cidadania celeste que elevará alma terrena ao seio de Deus. 

              “É por isso que Allan Kardec, desejando indicar-nos o guia real da ascensão humana, formulou a questão 625, em o Livro dos Espíritos”, indagando qual o Espírito mais perfeito que Deus concedeu ao mundo para servir de modelo aos homens, e os mensageiros divinos responderam, na síntese inolvidável da codificação Espírita: “J E S U S”  – como a dizer-nos que só JESUS é bastante grande e bastante puro para ser integralmente seguido na Terra, como sendo o nosso Mestre e Senhor.  (Religião dos Espíritos / Chico Xavier)”

            A todos que têm fome e sede de saber as causas da existência, reafirmamos: a ética dos ensinos Espíritas é a mais elevada expressão, atualmente, da revelação consoladora do Espírito de verdade, apesar da zombaria gratuita da maioria das religiões que se proclamam cristãs.

            Mas, só nos resta compreender e perdoar os detratores porque da mesma forma em tempos passados e durante vários séculos, qualquer pessoa que apenas simpatizasse com os ideais de um humilde carpinteiro nazareno que morreu na cruz por ensinar grandes verdades divinas:

           - O amor a Deus sobre todas as coisas, e o amor ao próximo como a si mesmo, os elos principais de integração com a divindade;

           - A fé e a oração - forças renovadoras da alma;

       - O perdão fraterno - uma chave de abertura à misericórdia divina;

           - A humildade - forma de elevação aos planos celestes;

           - A virtude - o passaporte para a felicidade eterna;

         - E a vida imortal do espírito para além das fronteiras dos túmulos. 
    
             Essa pessoa seria discriminada, vilipendiada em seus direitos sociais e entregue às feras para ser esquartejada até à morte e, muitos outros seguidores do evangelho no transcorrer dos séculos foram queimados vivos nas praças públicas, em nome de Deus. Tudo isso simplesmente por ordem daqueles que se diziam os legítimos representantes oficiais da religião.
            
“A espiritualidade cristã através dos Espíritos do Senhor, voz que revive atualmente a grandiosa e sublime tarefa de consolar as almas. Não basta definir-lhe os caracteres de Consolador prometido por Jesus, e sim a excelência de desdobrar uma missão ativa de conscientização espiritual para erradicar o materialismo da religião e o negativismo da ciência, auxiliando a reforma moral do homem dentro das leis divinas que regem o Cosmo, a fim de integrar o planeta terrestre no templo augusto de Deus”.  Por isso não há elo mais autêntico de espiritualidade do que demonstrar estes princípios na própria - Bíblia sagrada, o mais reconhecido livro da antiguidade que comprova os princípios espiritualistas, e é nela que se encontram duas revelações de ordem divinas.

           E a Doutrina dos Espíritos representa por ordem do próprio Cristo, a terceira fase complementar destes ensinamentos: a consolação celestial a todos que amam e buscam a Deus-Espírito, em espírito e verdade.

(Evangelho Segundo Espiritismo/Allan Kardec; No Mundo Maior e Missionários da Luz /Francisco Candido Xavier).


   do livro: C É U S
   autor: Abrahão Ribeiro



Intensivo de Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E

terça-feira, 4 de março de 2014

A ESPADA AFIADA DE DOIS GUMES, CÉUS


 


Alicerçado nos princípios redentores do Evangelho do Cristo, cuja fonte inesgotável encontramos a espada afiada de dois gumes apta para discernir as divisões da alma e do espírito (Hebreus 4. 12), desdobremos as páginas das Escrituras onde irradia essa fonte de espiritualidade superior para aqueles que buscam a verdade, sem o véu da letra morta. E comprovamos assim que os ensinamentos dos Espíritos do Senhor fundamentados eficazmente em um dos afiados gumes da espada abrem passagem para a crença num universo espiritual que preexiste ao universo material fruto da criação não de um Criador unicamente terrestre; mas de Deus Espírito e Vida, que cria, recria, move e sustenta todo Cosmo visível e invisível pela ação das causas naturais. (Atos 17. 24-28 / Colossenses 1. 15- 17)

Na busca incessante da verdade divina, primeiramente, urge nos despirmos de toda materialidade a fim de que possamos penetrar a vida extrafísica com discernimento e entendê-la no seu sentido todo espiritual (I Coríntios 2. 9 a 15 / Romanos 8. 14 a 16). Aliás, Cristo realçou: somente aqueles que tiverem ouvidos para ouvir – que ouçam, isto é, - que entendam.

Estudar as sagradas Escrituras e também se edificar na espiritualidade vivificante para desmaterializar os seus símbolos, imagens, parábolas e revelações à luz clarificadora da fé raciocinada. Pois para tudo há uma explicação lógica que o Espírito de verdade proporciona em nome do Cristo: Ele vos ensinará todas as coisas (João 14. 26)”. No entanto, para sermos merecedores de qualquer experiência extra-sensorial com os Poderes Divinos que operam na Terra, em nome de Jesus, temos que nos desvincular de velhos hábitos farisaicos: a comercialização da fé religiosa. Uma coisa é ser religioso dogmático, e outra coisa completamente diferente é vivenciar a moral do Evangelho com a consciência espiritualizada.

Quando somos religiosos do ponto de vista dogmático e extremista, aliamos aos nossos objetivos interesses pessoais como realização partidária do sectarismo, ficamos obcecados em converter e fazer adeptos, cultivamos muita exaltação nos nossos dogmas de fé, porque isso fortalece o nosso grupo e pensamos que abate as crenças daqueles que achamos que são nossos adversários religiosos – a velha concepção humana do egoísmo crônico o melhor é pra mim, o criador é meu Deus pessoal, o restante da humanidade que se consuma num inferno para sempre.

Porém, quando vivenciamos a moral do Evangelho em espírito e verdade, abraçamos a cruz dos testemunhos diários da paciência, da fé, da compreensão e do amor. O eu, dá a vazão para o reino interno do Cristo (Lucas 17. 20 a 21).  Se recebemos de graça as revelações - a unidade com o espírito divino (João 17. 22). Claro que, de graça como serviço voluntário devemos trabalhar na obra de espiritualização e conscientização de toda humanidade, isto porque Deus é Espírito (João 4. 24), e a maior forma de adoração e louvor ao Pai Celeste é em espírito, ou seja: no templo vivo de nossa consciência. A humanidade passa a ser o tema central de nossos trabalhos, e a escalada de união com a vontade divina em servir por amor ao bem social (Mateus 5. 16) (Mt 5. 43 a 48) (Mt 6. 14 a 15).

Muitos sacerdotes, teólogos, rabinos, religiosos fiéis do Antigo Testamento existiam na época da passagem messiânica do Cristo, mas a nenhum deles o Divino Mestre convocou diretamente para fazer parte do seu corpo de discípulos e seguidores.
O Senhor foi convocar pessoas simples da vida social, despida de preconceitos e sectarismos: os pescadores anônimos, os simples de espírito, e lhes revestiu de dons espirituais (Mateus. 11. 25 a 26) (Mt. Capítulo 10).


O engano atual de todos os que se dizem crentes fiéis das Escrituras dos Profetas e Apóstolos, como a única fonte absoluta da palavra divina, sem enxergarem nas suas entrelinhas a promessa de Jesus que ainda tinha muita coisa a dizer (João 16. 12); porém esta missão seria no porvir a função consoladora do Espírito de verdade, que ouviria nas dimensões celestiais e revelaria aos praticantes do Evangelho, no plano terrestre, toda a verdade das causas e coisas (João 16. 13); relembrando, acrescentando e convencendo sempre a humanidade (João 14. 16 e Jo. 16. 7 a 8); isto é, em todos os séculos em que Jesus for reconhecido como Mestre e Senhor e à medida que os seus ensinamentos forem utilizados como norma de vida. Pois o poder regenerador da sua palavra edificante é mesmo ontem, hoje e sempre (Hebreus 13. 8).

Outro engano crasso de muitos estudantes da Bíblia é pensarem que seus ensinamentos são leis imutáveis da natureza. Afirmam muitos obreiros de várias crenças - a Bíblia é autentica quando diz: “não consulte o mundo dos chamados mortos”  Deuteronômio 18. 10 a 12.  
                                                 


Religiosos contendores! Ouçam e compreendam também estas grandes verdades inseridas nos escritos da Bíblia: “Portanto guardareis o Sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, essa alma será eliminada do meio do seu povo (Êxodo 31. 14).”Alguma religião cristã evangélica segue essas tradições bárbaras do povo hebraico de sacrificar com a morte física as pessoas pelo não cumprimento de guardar o Sábado?

A palavra sagrada da Bíblia também é autêntica quando manda apedrejar até à morte animais irracionais agressivos juntamente com o seu dono que não o tenha guardado convenientemente (Êxodo 21. 28 a 29).
- Por acaso algum sistema social jurídico da atualidade aprova semelhante absurdo?

Neste ponto da conversação lampeja a mente estreita dos ortodoxos e eles enxergam:
Ah! Mas o Evangelho suplantou a lei moisaca. Exatamente isto, a graça e a verdade são revelações progressivas destinadas à iluminação das consciências humanas. Quando Cristo alertou: ouvistes que foi dito aos antepassados; porém, agora vos digo...  Acrescenta-se também todo Pentateuco de Moisés e, conforme ao pé da letra de Deuteronômio 18. 10 a 12, o legislador Moisés quanto o profeta Elias jamais poderiam séculos depois regressar do mundo dos chamados mortos e se comunicarem visivelmente com Cristo, Pedro, João e Tiago durante a transfiguração de Jesus, no monte Tabor (Mateus 17. 1 a 13).

Jesus, também, pela palavra do Antigo Testamento, estaria terminantemente proibido de anunciar o seu Evangelho regenerador aos tutelados de outra dimensão (João 10. 16); ou seja, os espíritos dos chamados mortos, os quais em outras gerações foram desobedientes a Deus durante o período diluviano da história antiga (seres que viveram há 5000 anos antes da era cristã), conforme registra o apóstolo Pedro em sua epístola - I Pedro 3.18 a 20. Pois para isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que fossem julgados segundos os homens encarnados, e vivessem segundo Deus em espírito – I Pedro 4. 6 
                                                        

Quantas coisas maravilhosas durante 3 anos de vivência evangélica o Divino Mestre reservou às posteridades, ensinando que Deus não é senhor de Mortos (Lucas 20. 38);  mas sim, da vida que é força ativa em toda criação – pois diante das leis da criação divina a sobrevivência da alma descortina-se após a morte física. Por isso esclarece o Cristo no evangelho segundo o apóstolo João cap 5. vers 25 o trabalho contínuo de despertamento espiritual: eis que a hora vem, e agora é chegado este momento, em que os mortos ouvirão a voz do filho do homem e os que a ouvirem – viverão.

E para demonstrar a grandiosa realidade da vida imortal, a Providência Divina, no ápice da missão terrena de Jesus permite em Jerusalém manifestações coletivas de criaturas virtuosas que já haviam transpostos os portais dos túmulos, entrelaçando-se assim de vez o véu do templo da natureza material e espiritual, e para servir também de testamento a todos os credos nos tempos futuros, a sobrevivência e atividade do Ser extrafísico além da existência material – o espiritual. O apóstolo Mateus na sua linguagem simples descreveu esta ocorrência (Mt. 27. 51 a 53), naturalmente desconhecendo a dimensão da qual aqueles seres procediam, empregou a palavra em voga usada na época: corpos santificados que ressurgiam após o sono da morte.

Fenômeno inteiramente natural nas leis de forças que regem os universos - material e espiritual, pois para Deus não há o impossível, e os poderes divinos concede as aparições espirituais pela condensação molecular do corpo de energia do espírito - o perispírito. E os povos antigos por falta de terminologia própria das palavras muitas vezes designavam as aparições tangíveis dos espíritos familiares pelo termo ressurreição (vide situação ensinada por Jesus em Lucas 16. 19 a 31). Quando na dimensão do Cosmo Espiritual, “o homem que fora rico”, solicita o regresso de um dos chamados mortos ao convívio terrestre para exortar ao arrependimento moral os familiares sobre a sobrevivência da alma e justiça da vida além-túmulo, recebeu a seguinte resposta na dimensão extrafísica: “se os teus familiares não ouvem a Moisés e nem aos Profetas, como eles irão acreditar ainda que algum dos mortos ressurja no plano terrestre para lhes transmitir algum conselho!  (Lucas 16.  31)”.

O engano de muitos religiosos da época moderna é desconhecerem as revelações progressivas do Consolador prometido, e nessa ignorância pensam que o homem é apenas um conjunto biológico de células materiais sem nexo, não enxergam que no interior de toda essa estrutura há uma inteligência pulsante, irradiação do espírito imortal, e que é formado de essência extrafísica comandando todas as células materiais por um revestimento de forças fluídicas compreendido pelo apóstolo Paulo em seus desdobramentos como “corpo espiritual” (I Corintios. 15. 44).

Todos esses centros de forças do espírito têm a sua matriz consciente na mente etérea, dividida: inconsciente, consciente e superconsciente. Logo, quando vivemos sem equilíbrio geramos o mal e desajustamos o nosso “corpo espiritual”, contraindo a dor que funciona como uma bênção que nos reajusta o Ser. Por isso Cristo ao restituir a saúde do paralítico de Betesda que há 38 anos sofria, lhe recomendou veemente: uma vida sã isenta de vicissitudes e pecados para não cair em expiações mais graves (João 5. 1 a 14).

Há tempo para plantar e tempo de colher.  A criatura pode até abusar do livre-arbítrio, mas a justiça da vida funciona de acordo com o sistema compensador de ação e reação - a cada um segundo suas próprias obras.  Isto porque “Deus jamais endossa a irresponsabilidade, e aquilo que a criatura semear isso também colherá - os que na carne vivem em corrupção e degeneração, com certeza, refarão suas ações negativas na própria carne (às vezes com reflexos até noutras reencarnações); e  os que elevam ao espírito as suas ações e aspirações, do próprio espírito colherá a vida eterna  (Gálatas 6. 7 a   9).  

O espírito está pronto, mas a carne é fraca...  Na Bíblia sagrada encontram-se grandes verdades, preciosas revelações divinas que é necessário ter olhos para ver e ouvidos para entender, e também relaciona as fraquezas humanas. Por isso é que nela está contida esta advertência: “Não acrediteis em todo e qualquer espírito... mas provai se os espíritos são realmente de Deus (I João 4. 1)”.



   do livro: C É U S
   autor: Abrahão Ribeiro


Intensivo de Difusão Espiritualidade Evangélica – I D E